Benfica resolve cedo e volta às vitórias com tranquilidade

Há jogos que se tornam simples porque começam a ser resolvidos cedo. O Benfica entrou em campo contra o Nacional com a ideia clara de resolver o jogo rápido: dois golos antes dos 15 minutos e uma vitória construída praticamente desde o apito inicial frente aos madeirenses, e isso alterou o rumo da partida.
O jogo ficou desbloqueado em tempo recorde, com Schjelderup a ser o primeiro a marcar. O norueguês continua numa fase muito boa da época e voltou a mostrar que é um elemento importante na equipa nesta altura. A sua capacidade para atacar espaços e decidir rápido fez a diferença logo no arranque.
Aliás, foi a primeira vez esta temporada que o Benfica chegou tão cedo a uma vantagem de dois golos. Um detalhe que mostra bem o impacto da entrada da equipa e a forma como resolveu o jogo praticamente num quarto de hora.
A partir daí, o cenário ficou controlado, com uma vantagem confortável o Benfica passou a gerir o ritmo. Menos risco, mais posse e uma abordagem mais equilibrada, sem pressão e sem necessidade de forçar constantemente o terceiro golo.
A nível individual, Prestianni teve um papel importante no jogo. O extremo argentino contribuiu de maneira decisiva com duas assistências no mesmo jogo, mostrando qualidade na decisão e na forma como liga o jogo ofensivo dos encarnados.
Não é a primeira vez que o Benfica marca cedo. Ao longo da época, já conseguiu chegar ao golo antes dos 15 minutos em várias partidas, mas desta vez marcou dois golos e resolveu praticamente a partida em quinze minutos.
Schjelderup também continua a crescer jogo após jogo, somando já mais contribuições para golo do que na época passada, o que mostra evolução clara no seu rendimento e na importância que já tem dentro da própria equipa.
O jogador tem jogado como titular, a confiança está em alta e as coisas têm saído bem. Quando isso acontece com jogadores jovens, o seu desenvolvimento é imediato e o seu impacto começa a aparecer com naturalidade.
Mas o jogo não se resume só à entrada forte do Benfica, houve também espaço para uma estreia nos encarnados. Gonçalo Moreira teve finalmente a oportunidade de se estrear pela equipa principal do Benfica, entrando já nos minutos finais da partida.
O jovem médio, formado no Seixal, entrou aos 90+2 e cumpriu um objetivo que já vinha sendo falado há algum tempo. Mourinho já tinha mostrado interesse nele e acabou por dar-lhe a oportunidade.
Falando do jogo, a entrada forte do Benfica condicionou completamente o plano do Nacional. Sofrer dois golos tão cedo obriga a mudar a estratégia e nem sempre há capacidade para responder.
O Benfica manteve-se sólido, organizado e sempre mais próximo de marcar o terceiro golo do que de sofrer o primeiro. O controlo da partido foi quase sempre total, com a equipa visitante a quase nunca incomodar os encarnados.
Após o deslize com o Casa Pia, esta vitória surge como uma resposta clara, e não só pelos três pontos, mas pela forma como foi construída: entrada forte, concentrada, eficaz e gestão inteligente do resultado sem complicar. O Benfica continua sem derrotas esta época no campeonato e o sonho do título ainda está bem vivo.