Luís Guilherme pode parar até quatro semanas e deixa Sporting com nova dor de cabeça

O Sporting continua a não dar descanso ao departamento médico. Agora é Luís Guilherme que sofreu uma dolorosa entorse durante um treino e pode falhar até quatro semanas, num momento em que cada jogo é uma final.
A notícia aparece numa altura em que o Sporting procura manter todos os jogadores disponíveis e gerir um calendário cada vez mais apertado. Perder opções nesta fase nunca é bom, e ainda mais quando se trata de um jogador que vinha a ganhar espaço no grupo. Luís Guilherme, desde que chegou em janeiro, tem sido utilizado regularmente, tanto como titular, como a partir do banco.
Sem ainda ser um titular indiscutível, o jovem brasileiro vinha a somar minutos e a afirmar-se como uma alternativa sólida no plantel, principalmente com a ausência de Pote e Quenda. A sua disponibilidade e criatividade ofereciam mais soluções no último terço do campo. Com esta paragem tudo muda.
Lesões deste tipo obrigam sempre a parar e a recuperar com cuidado. No caso de uma entorse, o risco de recaída é elevado, por isso prevê-se que a equipa técnica gira o seu regresso de forma cuidada, juntamente com a equipa médica. O objetivo passa por garantir uma recuperação completa do jogador, permitindo atacar os últimos jogos da temporada com mais opções.
À ausência de Luís Guilherme juntam-se outras situações que a equipa tem vindo a gerir ao longo da época, como foi o caso de Pote, Daniel Bragança ou ainda Quenda. O plantel tem sido obrigado a adaptar-se a diferentes ausências, algo muito normal em fases mais exigentes do calendário onde os jogos se multiplicam.
Para o treinador Rui Borges e a sua equipa técnica, cada baixa obriga a repensar opções e a ajustar dinâmicas dentro do grupo. Mesmo quando se trata de jogadores que não são titulares indiscutíveis, a sua ausência pode reduzir a margem de manobra em determinados momentos e especialmente quando o clube ainda está em várias frentes.
Ainda assim, o Sporting continua a contar com outras opções para o seu lugar. Com Pote, Geny Catamo, Nuno Santos ou Faye, a profundidade da equipa permite responder a este tipo de contratempos. Rui Borges tem mantido a rotação nas alas e ainda conta com boas opções se assim o pretender fazer.
Lesões ou outros impedimentos acabam por criar oportunidades dentro do próprio grupo. Jogadores que estavam mais afastados das opções, ou não eram sequer opção, podem agarrar estas oportunidades, ganhar minutos e mostrar que são opções válidas.
Para o Sporting, isso não é novidade. O clube tem uma longa tradição de promover jovens jogadores e o treinador já deu a oportunidade a alguns jovens esta época. Agora, este pode ser novamente o momento para isso acontecer.
Para o jogador, este é um momento delicado, ele procurava afirmar-se e ganhar espaço, e a lesão atrasou esse objetivo. Ainda assim, faz parte do percurso de qualquer atleta lidar com estes momentos e regressar mais forte.
No Sporting, a esperança é que isso aconteça o mais rapidamente possível e que a paragem de 4 semanas estimada, seja mais curta. Esta é uma fase em que cada jogo conta e ter todas as opções disponíveis pode fazer a diferença. E mesmo não sendo um dos titulares indiscutíveis, Luís Guilherme é importante e já tinha mostrado a Rui Borges que podia ser útil.